sábado, 6 de fevereiro de 2010

Olha, bons tempos aqueles em que eu não tinha blog e não podia compartilhar minhas impressões com o mundo, sabe? Principalmente sobre um assunto incrível como reality show.
Eu sempre amei, sempre vou te amar reality show!
Os primeiros que eu assistia e adorava eram aqueles da MTV, 'The Real World' e 'Road Rules'. Eles não eram ao vivo, não tinha votação, não tinha torcida, mas era uma delícia de ver. Daí nesse meio tempo surgiu o Big Brother, e eu nunca vi as edições internacionais, mas me lembro do babaaaado que foi quando Seu Silvio roubou o conceito e fez a Casa dos Artistas. Que eu só comecei a assistir porque um dia MINHA MÃE se disse encantada com Supla.

Deixa eu falar do Supla, amor verdadeiro, amor eterno? Amo Supla desde a infância, desde Tokyo, desde sempre. E não assisti Casa dos Artistas justamente pelo meu amor, síndrome de underground... Quando ele virou o querido do mundo - só perdendo o programa porque a mocinha cicatrizada era pobrinha e ele era filho do Suplicy - me deu ódio no coração, e eu entendi aí que reality show que dá grana é uma merda. Quer dizer, que dá grana pra nego que faz nada o dia inteiro.
Porque, né? Ficar na piscina, ficar debaixo do edredon, ganhar mil prêmios e ainda concorrer a 500 mil, 1 milhão, 1 milhão e 500 mil é de uma baixaria infinita. E por isso meu eterno respeito por Project Runway, Shear Genius, Top Chef, Top Design e todos os meus xuxus da Bravo TV, que pelo menos premiam gente que faz e tem talento. Até The Biggest Loser tem seu fundamento.

Bom, voltando... É que meu problema sempre foi o Big Brother. Sempre.
Porque essa merda desse programa me irrita infinitos, é um lixo, com gente imbecil, com nada de bom pra mostrar... e infelizmente viciante em algum momento. E eu odeio isso mais que tudo.

Lá no Bigodudo, eu cheguei a postar sobre, porque, olha, foi em 2007 que eu comecei a acompanhar a blogosfera big brotheriana. E foi mais ou menos aí que meu conceito mudou muito. Pra ser sincera, eu acompanhei de cabo-a-rabo apenas uma edição, aquela mitológica que o Jean ganhou. Antes eu assistia sim, mas via apenas esporadicamente e até tinha meus detestados e preferidos, mas aquele quinto programa foi único: assisti tudo, torci, sofri e comemorei. Depois dele, nenhum foi fenômeno no meu coração. E nessa época, eu só acompanhava o site da Globo, chatos idos de internet discada. Daí que não assisti aos programas 6, 7 e 9, e já tinha certeza que não acompanharia esse, quando OPA, voltei.

Em 2007 eu conheci a netBBB. E amei e odiei na mesma velocidade que odeio-amo esse programa. Foi com a net que eu comecei a atentar pra outras coisas. Até então, eu achava que BBB podia servir pra estudo antropológico; eu achava possível traçar muitos paralelos com algumas experiências da minha vida, e por isso, que interessante era assistir. Sabe, eu já tive 'dias de confinamento', não tão extremos como em programa de TV - que tem câmera e um público infinitamente superior. Mas eu já fiz muito campo nessa vida e, olha, passar um, dois meses no meio do mato com mais de 5 pessoas é duro, viu. Por isso achava um certo mérito nesses programas, por mostrar certas coisas que acontecem mesmo quando você junta por determinado tempo gente que não se conhece. Claro que piora ainda mais quando o objetivo é grana.
Só que o problema pra mim sempre foi o público, que não entende nunca NADA! E isso varia, hein. Varia muito: porque das veiz que o público AMA o mau caratismo (beijo, Dhomini), das veiz que o público AMA os pobrinhos e puros de coração, das veiz que o povo AMA as pessoas chucras, e eu nunca estou afinada com o público.
Então que eu cheguei nessa 10ª edição pensando que sim, BBB MERECE um estudo antropológico refinado... só que agora, do PÚBLICO! Porque não são os modelos do programa a serem aplicados na realidade para definir os padrões da sociedade, são as decisões do público, e as brigas da net, as torcidas e toda essa baboseira que define mesmo o povo! Eureka!

Mas enfim.
Tô aqui looooka votando sem parar em Elieser, hein. Loka.
Me bota no mesmo quarto que Dhomini, mas não me bota do lado de Elieser. Me faz abraçar Marcelo Psicopata, mas não me manda pra Goioerê, no Paraná. Me manda tomar café com Natalia Diva (?), dançar 'onda onda olha a onda CLAPCLAP' com Kleber BamBam, cozinhar com Thyrso, cantar Ianuô com Solange, ser operada por Dr. Gê, ter um papo-cabeça com Bianca e Thalita*, mas por favor, não me deixa mais assistir a esse panaca de Elieser gritando e chorando.
Tô paÇada em Cristo com essa pessoa. Nunca vi um ser tão debilóide na TV, e olha que tem Pânico na TV, CQC, Vj da MTV e Sônia Abrão aí pra contestar minha frase.
Só que o povo tá votando diferente de mim. :/

Acaba logo, BBB. Por favor.



* tive ajuda daqui pra lembrar dessas desgraças.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ai, ó. Fevereiro começou hoje, tá, no máximo ontem de noite.
Porque eu fiz uma cagada tão imbecil no dia primeiro que já tava achando que 2010 tinha caído no poço sem fim da desgraça só pra acabar com aquela minha alegriazinha de janeiro.
Mas não, começou, tá ótimo e bonitinho e eu tou tranquila e diminuindo o estresse - que é no fim, o diagnóstico de todas as minhas zicas quando eu peregrino por todos os especialistas da medicina. Antes eu ficava com bronca, agora eu dou risada... Olho cagado, colírio diário, POMADA NO OLHO! Agora é engraçado. Eu superei meu Rachel Green trauma de botar coisa no olho; aprendi a colocar colírio ninjamente no busão em movimento, e coloco POMADA NO OLHO sozinha. Superação.
Mas a zica do olho, que tem tooooooda a explicação física é, enfim, problema de estresse.
A gastrite diminuiu e a esofagite basicamente desapareceu. Meses e meses de tratamento, mas melhorou mesmo quando comecei a 'comer mais devagar', 'não reclinar/deitar antes de passar uma hora que comi', 'não tomar muitos líquidos durante a refeição', 'mastigar bem tudo'. Mas os buracos do estômago e o gorfinho refluxento de todo dia nada mais são que estresse...
O cabelo nem cai, né, se joga. Pula. Bungee jump capilar. Porque é o hormônio, o couro cabeludo, os fios e tal... Toma remedinho, arrota pó. Tanto tempo de tratamento e olha só, um dia eles voltam a crescer. Mas só quando você diminuir seu estresse!
Aquelas berebas solares e coceiras e vermelhinhos também, tá, só quando o estresse diminuir.

Aí você faz uma cagada no dia 1.de.fevereiro. E pronto, acabou 2010! Olha que estresse!

Mentira. Começou. Começou aqui no Iraque, na zona de guerra que está meu lar. Meu olho desacostumou com entulho, com bagunça, com tanta coisa empilhada. Mas tem que reacostumar - e reacostuma saudável porque tem colírio de duas em duas horas e POMADA NO OLHO - porque é o que tem! E acampamento. E dorme na sala, e tem pernilongo, e a Ricota berra de manhã, mas é o que tem. E ocorrem várias tentativas de paz no Iraque, várias coisas que ajudam e melhoram, segredinhos e mistérios que auxiliam quem precisa.
Então começou.

Porque é o Iraque, é a hecatombe, o tsunami, o Haiti. Mas é o que tem. E eu amo muito! MUITO!

Vou fazer acupuntura.

sábado, 30 de janeiro de 2010

É um pouco verdade quando dizem que tudo que é bom acaba, né.
Chega ao fim minha brincadeira de casinha, meu simulacro de vida independente... Eu cheguei a comentar numa postagem sobre a vida-na-casa-da-amiga, e disse que um dia contava como era e tal. E eu não contei. E agora, mais uma jornada se acaba e eu vou acabar não contando também.
Quer dizer, não é nada demais, é uma boa experiência que se repetiu pela terceira vez na minha vida e deixou mais claro ainda que eu estou passada da idade e que preciso mesmo ter um canto meu, como há muito já sabia. Mas eu volto pra minha casa tranquila, com muitas idéias de melhorar muitas coisas na minha disciplina, na minha paciência e em várias outros quesitos. E aí, depois de tooodo esse trabalho espiritual para *a* volta, eu estou com muitas saudades de minha roça (não é nada, não é nada, faz mais de mês que eu não piso lá).
Enfim, essa estadia aqui na fronteira com São Paulo foi muito boa em outro aspecto: a recuperação de outra vontade da qual eu tinha já desistido. Porque há muitos anos eu inventei apenas duas possibilidades para instalação: ou eu moraria na Avenida Paulista, ou em Paris. Nada mais eu queria, SÓ isso. Aí, desisti da Paulista mui rapidamente, porque lá não é lugar de morar, é de passear e olhe lá. E Paris... bom, Paris não foi uma desistência exatamente, mas foi saber que precisa de muito mais coisa pra ir definitivamente pra lá, e eu não sabia mais se estava tão disposta assim pra lidar com tudo aquilo. Enfim.
Daí eu decidi perder o preconceito e começar a achar que minha vida podia ser sim mais pra cima, i.e., fora de São Paulo ou do eixo sudeste-sul. Comecei sem medo de ser feliz a olhar os concursos nas regiões quentes, e decidi que, pra onde for, vai ser. Mas no momento, nada de tão radical, é só a volta pra roça.

Mas então, ter ficado aqui dessa vez só me fez ter vontade de VOLTAR pra São Paulo. Voltar pra onde eu nem saí assim, de verdade, mas pra quem eu já tinha perdido as esperanças de ficar.
E foi bacana isso.
E foi muito bom também pra estabelecer um 2010 mais legal, naquela vibe esperança do ano-novo mesmo. 2009 foi duro. 2010 começou na sequência da dureza, mas com muita coisa diferente. Muitos filmes, muito cinema, muito show e muita andança pela cidade, e graças às facilidades culturais que só São Paulo consegue oferecer, mesmo com os filhos da puta R$ 2,70 da passagem de busão.
É que ir e vir da roça consome mais - vida e grana. Então aqui, independente do trânsito mortal, dá pra fazer muita coisa nas três-horas-e-quatro-viagens que o bilhete único promove. E pra quem não tem sonho do carro próprio, isso é a glória (não é uma carte orange, mas né, quem quer ir mesmo pra Paris?).
E, bem, a volta pra roça agora vai ser sem todas as coisinhas culturais, mas vai ser pra erguer o espírito. Quero testar na família todo o talentão culinário que testei nesse mês no namorado, hehe. Quero organizar minhas tralhas e, finalmente, jogar fora o entulho que ficou lá... Quero voltar, pra depois ir, pra poder voltar, e ir e tal...

Tô de boa.

Mas vou morrer de saudades das 'minhas' gatas. Que uma das minhas funções na casa-da-amiga é ser babá de duas coisas lindas e fofas e peludas e mientas que me deixam muito feliz, quase que sem muita saudade das minhas três coisas lindas e fofas e peludas e latidoras que eu tenho na roça.


minhau =^^=

Vai ser um novo começo. De novo. ;)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A MPB e eu parte 283746527495057262.

Aniversário de SP, Parque da Independência, chuva e mais chuva, Clube da Esquina.
Montes de gentes tomando uma chuva do cão pra ver Milton Nascimento. Horas e horas de Flávio Venturini e chuva. Teclado de Venturini caga na primeira música; ele pára, avisa do problema técnico, resolve, continua e dá-lhe 45 minutos da mesma música - deve ter sido umas 10 músicas, mas é tipo um Pink Floyd de mesmo som. Três músicas finais mais agitadas, galera aplaude. "Pô, o show foi legal". Não foi, foram três músicas mais balançantes, o resto foi zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Intermission. Horas pra arrumar o palco, chuva.
Entra Milton Nascimento. Primeira música, duas palavras e PUM! O som cai. Cai absurdamente. Chuva. Galera grita e se esgolea "AUMENTA O SOOOOOOM!". Aumenta mínimo, Milton não aumenta a voz, seu microfone é o pior, o pianinho é alto pra cacete. "AUMENTA O SOOOOOM", chuva.
Miltão dá parabéns pra São Paulo pelos seus quatrocentos e SESSENTA E CINCO anos. Tava super afins de dar o show esse Milton, sabia direitinho a idade da cidade. Aí continua, segunda música e "AUMENTA O SOOOOOM", e o pianinho enlouquecido acabando com a voz do hómi.
Microfonias, som baixo, Milton cara de cu, microfonia e quase morte do artista com o susto que levou quando o microfone fez um PAM!
Milton com mais cara de cu. Uma galera vai saindo...
Microfonias, chuva. Som péssimo, pára um pouco. "KASSAB, VAI TOMAR NO CU". Porque devia ser o Kassab o técnico de som, né galerinha 'áreavipvaitomarnocu'?
Milton Nascimento, cara de cu azedo, tomando a pinguinha dele. Meio de um som, instrumental da galera. Baixista, baterista, guitarrista, Miltão e violão juntinhos fazendo o som. Só a porra do pianinho é que dava pra ouvir. Mata esse pianista pelamordedeus!!!
Milton vai interagir pela primeira vez com o público. Trocam o microfone dele por um que funciona MENOS e ninguém ouve o que Miltão quer dizer. Bacana!
Chuva. E mais chuva. Hordas de gente indo embora.
A gente se escora e sofre e Miltão chama Lô Borges. Entra Lô Borges e, finalmente, com som péssimo, a galera interage. Lô Borges, que não é Miltão, levanta a galera. Milton senta do lado da bateria, desconsolado. Lô Borges é estrela. Toca Trem Azul, esqueci a outra e a minha preferida, chamando Milton pra ajudar: Um girassol da cor de seu cabelo. Miltão finaliza a música. Se ele tivesse feito isso no show dele, seria sucesso total. Com som ruim e tudo. Milton, o senhor TEM voz, canta mais alto quando seu microfone estiver um caralho!!!
Chuva. O "Clube da Esquina" dá aquela 'agradecida' pro Skank: tooodo mundo (que sobrou) debaixo da chuva cantando Resposta. Som ainda bem ruim.
Cólica da prima, dor nas pernas de todo mundo. "Vamo embora, né?". Vamos. Ainda toca alguma coisa, e lááá da rua, bem longe, a gente ouve 'Maria Maria'.
Busão, casa, pizza e duas taças de vinho do Porto. Fiquei bêbada. Dei uma gorfadinha até...
Chuva.


parabéns são paulo, tamadorando tocáqui, uai
foto daqui




sábado, 23 de janeiro de 2010

Pra quem que, como eu, é looouca pra falar dos filmes que viu mas acha muito trabalhoso lembrar de tudo e listar: http://filmow.com


Me adicionem aê.


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Amanhã começam as comemorações do aniversário de São Paulo. Muitas atividades pela cidade. Tem viradinha cultural no Anhangabaú, com 30h de shows e eventos, tem show no Ipiranga, um monte de coisa por aí, só sijogar.
E que São Pedro páre de frescura porque os paulistaninhos precisam dar uma passeada na cidade nesse feriado.


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Ah sim, a Cow Parade começou ontem. No site tem os mapas de todas as vaquinhas na cidade, com fotos e tudo. Xuxu.

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Divirtam-se no feriado. =*