quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Deixa eu falar sobre minha paixão por flash mobs. Eu acho essa idéia da mobilização de galera pra fazer algo inesperado - normalmente ligado a alguma forma de arte - incrível. Aqui no Brasil tem de vez em quando, meio que 'capitaneado' pela Didi Wagner, em um programa chamado MOB-Brasil, que passa na Multishow (não lembro dia nem hora, mas é só googlar). Eu assisti alguns programas e achei legal. Mas não gosto da Didi desde tempos da MTV, então me irrito fácil com o programa.
Além disso, não sei porque, tudo de diferente e interessante que se tenta fazer no Brasil [/clichê mode on] parece que não alcança sucesso de público e, infelizmente, por mais que o programa (e o pessoal que faz a coisa acontecer - um 'grupo de jovens' como diz nas notícias) tente, fica sempre com uma carinha meio amadora. Não sei, acho a idéia excelente, mas o resultado - pelo menos na televisão - parece que tá quase sempre chegando lá... mas não chega. Ainda.

Bom, a primeira coisa que eu vi e AMEI AMEI AMEI sobre esse troço de mobilização-maluca-que-assusta-os-transeuntes-mas-é-brilhante, foi num post da Caminhante em junho desse ano.
Ela mostrou um vídeo que me deixou deverasmente feliz. Eu fiquei MALUCA com isso. Queria ver de perto, queria participar de um... Fiz todo mundo assistir pra ficar doido comigo.

Mas hoje eu vi outros dois vídeos que, jesus me segura, eu enlouqueci mais ainda.

Vocês se lembram do ElfYourself? Um programinha na net que tinha o corpinho de um elfo dançando músicas natalinas, pra gente colocar fotos da nossa cara e dos coleguinhas e depois mandar por aí de mensagem de natal?
Eu fiz um, na época do Bigodes, com a cara do Nietzsche, hehe (eu fechei esse blog. Se me der na telha, abro pra mostrar como ficou...).
Enfim. Hoje eu encontrei uma coisa LIIIIIIIIIIINDA na net, ligado ao Elf Yourself.
No final de um link que o Namorado passou (legal pacas, olhasó) tinha esse vídeo:



Meu deus, fiquei loka. Primeiro eu ri com a idéia de 'flashmobers' (sei lá como chama esse povo) fazendo a dancinha do elfo em Nova York. Mas aí eu vi o vídeo inteiro e, juro, chorei.
Choreeeeeeeeeei e chorei, porque a coisa é linda!
Porque eu penso que, né, como é fácil mobilizar gente, como dá pra fazer coisas, como dá pra fazer coisas boas e lindas... mas o ser humano nem quer né. [/pollyana].

Bom, contando pra minha mãe sobre esses dois flashs lindos, ela me disse de mais um, que ela viu no programa da Oprah... Deixo pra vocês verem isso e tirarem suas conclusões. É algo IMPRESSIONANTE e, mesmo eu que ODEIO ODEIO ODEIO Black Eyed Peas, fiquei em PRANTOS ao ver esse flashmob incrível feito em cima da música (horrível) deles. Fiquei até cantando...



Vamo mobilizá e fazer um pra gente? Tipo, dancinha na boca da garrafa na praça da Sé.
Quem quer?

(que merda de configuração!!! Que acontece agora com vídeos do youtube que matam o layout? antes não acontecia isso não... tento arrumar depois, assiste aí antes...)
P.S.: nem dá pra arrumar essa configuração. Vai ficar tudo torto mesmo.
P.S. 2: pra quem quiser aprender a corêo do BEP/Oprah: aqui. Eu já sei um pedaço, heh.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Bem, estou eu FODENDO a numerologia das atualizações de meu caro blog, mas por uma boa razão: ódio-no-coração.
Eu estou mergulhada em uma fontezinha de incompreensão, nojo e raivinha. Tenho um blog pra desopilar. Logo, só fazer as contas. Saudoso Bigodes, que me deixava falar mal da vida virtual...
Desculpa universo, dessa vez seus números não vão me impedir. E desculpa, pessoas sensíveis: acho que os textos podem ser ofensivos. Então párem a leitura por aqui e torçam comigo pra numerologia não foder minha vida nesse fim de ano.

Três assuntos e uma palavra em uma postagem. Espero conseguir resumir, mas o troço vai ser longo do mesmo jeito:
- twitter;
- filhos da puta burros* e caloteiros;
- sabotadores de dieta, aka, gordo-que-se-engana;
- simplesmente (♥).

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O primeiro é simples: pra que existe, não é mesmo? Eu quase abri uma conta, quase. Por embalo. Mas acho das mais inúteis coisas virtuais. Falei pro namorado, que tem um: 'mas eu tenho todo o resto. Tenho mil blogs que eu páro porque canso de manter, tenho orkut, facebook, myspace, conta no youtube, lista de sites que sigo... pra quê abrir mais um troço?'. Aí namorado respondeu: 'porque aí você não precisa de mais nenhum'. Tá que namorado mantém todas as outras contas também, mas entendi o raciocínio.
SÓ QUE... assim como qualquer coisa que surja e entre na moda, pessoas simplesmente (♥) não sabem usar. Tem 140 caracteres. Aí o povo dá 500 atualizadas porque tem que narrar, minuto a minuto, o que fez no dia. Não é mais fácil, então, abrir um blog duma vez? Bosta de twitter. Bosta de inclusão digital!

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O segundo caso também é simples, mas a história é mais elaborada. Existem Filhos da puta burros, isso todo mundo sabe. E eles são a escória da humanidade. Quando um Filho da puta burro é ainda um caloteiro, meu deus, que merda completa!
Filhos da puta burros quase não se formam na faculdade, quase desistem do curso. Dependem apenas de um trabalho que eles jamais seriam capazes de fazer pra se formar, mas ei, Filhos da puta burros simplesmente (♥) não sabem .
Mas até mesmo um Filho da puta burro reconhece que pagou anos aquela merda de sub-faculdade, e que perdê-la assim seria muito imbecil. Que um Filho da puta burro (doravante, Fdpb) faz? Contrata um Pobrinho-desempregado-mas-muito-competente-e-inteligente, pra fazer um trabalho. Leiam de novo: F A Z E R o trabalho que o Fdpb incompetente não conseguiu fazer nos loooooooongos anos de curso.
Pois bem. Fdpb que é fdpb firmeza, dá um prazo maluco, um tanto de páginas quase absurdo, e choraminga do valor final. Porque as pessoas querem que você faça o trabalho delas, mas não querem exatamente pagar, né? Enfim.
Aí Pobrinho-competente-inteligente dá o sangue pra criar do NADA um trabalho decente. Decente não, espetacular, porque ele tira da pedra uma análise que Fdpb não faria em cem anos de vida adulta. Aí Fdpb recebe o trabalho, adora (adora mas não exatamente entende, né? Tá feito o trabalho, tá lindo, mas ele não entende; "maneraí nas análises Competente, senão eu não vou saber apresentar, buhuu"), e entrega na faculdade.
Umas belas duas semanas depois, Fdpb, que ainda não pagou o trabalho, diz pra Competente que teve tanto, mas tanto, mas TANTO trabalho pra excluir notas de rodapé que Competente incluiu pra fazer o trabalho ficar decente, que não acha justo pagar tudo o que deve porque, né, Competente "fugiu das regras de composição do trabalho". Ao incluir informações, veja bem.
Aí Fdpb manda e-mails ridículos e mal escritos dizendo que Competente tem toda a culpa do mundo porque colocou notas de rodapé. E que não vai dar pra pagar, desculpaê.

(* termo cunhado pelo Namorado)

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O terceiro caso deriva de uma postagem da blogosfera light. Primeiro que eu já vou dizer que aqui não há nada de pessoal, nem com a dona do blog, nem com as pessoas que comentaram, então se vai rolar um mimimi desista, porque não é absolutamente isso (aliás, já troquei comentários com a autora, e tudo djibôa [/pickles]).
O que eu quero falar é de algo bem maior e que atinge todo mundo que tem problema com peso: a gente se engana, não é honesto e se sabota.
Resumindo: vai rolar um encontro de blogueiras lights e a autora se perguntava se deveria ou não levar chocolates de presente para as convivas. Eu fui dar meu pitaco no blog: disse que não. Não orna.
O paralelo, na minha cabeça é: "se você vai num encontro de alcoólatras em recuperação, você vai levar uma pinguinha local, porque cada um vai só tomar um golinho?".
Então o caso é esse: não, não leve chocolates em um encontro light. Eu sou gorda, sempre fui gorda, sempre me saboto. Ganhei 1,6 kg na semana passada por causa de orgia de aniversário (né?) a semana inteira. Essa semana eu tentei segurar a boca, já perdi 1,2kg, mas que que eu precisava comer dois pedaços de bolo de cenoura às 23h ontem?
Tipo, porque minha irmã fez o bolo? E daí? O mundo insiste pra que eu fique gorda? Sim? Mas e a minha parte?
Então, achar que 'ah, um chocolatinho só não vai atrapalhar, não vai fazer mal, bláblá' é SABOTAGEM, AUTO-ENGANAÇÃO, é desonesto. E não adianta falar que não é, porque é.
E isso me irrita porque vai completamente contra os propósitos daquilo (e daqueles) que se apropriam de um discurso 'light'.
Blogosfera light: eu gosto de você. Gosto de muitas que te compõem. E eu compartilho da dificuldade e da loucura que é viver num mundo injusto conosco (oh!). Mas enfim, simplesmente (♥) não rola, entende.
Coerência, tá. Beijos.

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Simplesmente me fode.
Simplesmente é a palavra mais mal usada do mundo. E, claro, no meinho virtual ela é a mais mal usada.
Tipo, eu colocar no meu orkut "Simplesmente Quéroul".
Jesus me foda, que merda!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Só tem 5 dias que eu estou oficialmente mais velha, mas minha velhice vem de mais tempo.
Já não é de hoje que ser adulta tem me incomodado, só que não pelas obrigações, pelo entorno.

O que acontece é que eu preciso trabalhar. Se antes eu sonhava em uma vida de eternas sucessões de vagabundagens pagas, hoje eu quero ponto, sabe? Quero chegar às 7h30, quebrada pelo trânsito, bater o ponto, trabalhar e levar xingão de chefe, sair às 20h puta da vida porque me atrasaram e me deram aquele relatório filha da puta no último minuto, e não vão me pagar hora extra.

Eu quero que a reclamação valha, e que ela seja compartilhada.

Por que sabe o que acontece? Não existe valor NENHUM se você só tomou no seu cu a vida toda pra conseguir 'excelência', 'título', 'conhecimento'. As pessoas não enxergam todo o esforço por trás, elas só consideram que você 'só estuda' e 'não trabalha', e ainda assim, ganha mais que elas. Elas não percebem que quando você tem 'essa vida boa' e 'fica passeando', você não está mais no seu meio, se fodendo pra se comunicar numa língua que não é sua, que você está gastando três ou quatro vezes a mais pra viver, que você está sozinho e longe de tudo e todos que fazem da sua vida mais confortável. E não se lembram que quando você está fazendo tudo isso de maravilhoso, você está afastada de uma vida real que depois vem morder sua bunda.

Eu quero trabalhar. Eu preciso de um trabalho escravo todos os dias. Eu quero salário, quero xingar o imposto de renda, quero falar mal do chefe, quero odiar meus colegas incompetentes, quero reclamar do mundo trabalhista com propriedade.

E finalmente, eu quero meu espaço. Eu quero minha casa. Eu quero ter goteira e brigar com o proprietário, eu quero bolor no banheiro e encher o saco do zelador, eu quero vizinho gritador pra poder reclamar como as pessoas são folgadas e não me deixam dormir, e meu dia seguinte será horrível porque, além do trânsito, dos colegas incompetentes e do chefe mala, eu ainda vou ter muito sono.


Eu quero ter essa vidinha medíocre de quem 'só trabalha', pra razão ser toda minha quando eu simplesmente mandar todo mundo se foder porque eu estou cansada.


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e sim, já falei sobre isso muitas vezes antes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Descobri que o que rolou ontem foi apagão...
Daí que sem problemas então eu não ter tomado banho ontem e ter acordado hoje com a sujeirinha dos 31...

Lavei de manhã.

Feliz 32 novo e limpinho pra mim.





UPDATE COMEMORATIVO:

Rolou uma festinha em casa. Tipos.
Ganhei um churras da família, almoçamos 'fora' todos juntos. Lá na varanda!


nham nham nham

E ainda ganhei bolo floresta negra.

nham nham nham²

E um outro bolo, de cenoura, com cobertura fail. Hehehe.

nham nham nham ³


Mas como sou uma pessoa muito profissional, trabalho no dia do aniversário. Minha última aula é sábado e eu vou lá ler e encher a cara de brigadeirinho enrolado pelo namorado. Viva!

nham nham nham ³+¹, mais texto sobre patrimônio, ê!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ai... tão gostosinho morar na roça.
Saí do centrinho de São Paulo às 13h e cheguei em minha moradia às 16h. Tão gos-tô-so. Tava tentando baixar um gúgo ãrf aqui pra mostrar a distância, mas o negócio demora demais, então apenas sigam o raciocínio: não é essa lonjura toda, e meu primo já fez São Paulo - Rio nas mesmas três horas que eu levei pra fazer 40 km.

Bom.

Eu tava no centro porque fui no Mercado Municipal. Tão legal lá, né? Eu acho que já tinha ido uma vez quando mais nova; fui de novo há um ou dois anos atrás e voltei hoje com minha prima querida. Foi até rápido, já que eu achava que íamos demorar horas e horas entre barracas e degustações, mas nem. Só experimentei um queijo...

Mas deixa só eu contar algo sobre esse queijo:
dizem que deus criou o mundo em seis dias e no sétimo ele descansou. Era domingão, deus, cansado e com fominha, olhou para a palmeira sagrada e pensou: 'hum, palmito'. Resolvendo dar utilidade àquela planta maravilhosa, deus a juntou com a santíssima massa podre e, assim, criou a empadinha. Ao finalizar o salgadinho sagrado, e morrendo de vontade de comer um docinho, deus olhou para umas bolotinhas lindas e pensou "esquilos gostam, eu devo gostar". Abriu umas nozes e fez o doce divino: camafeu.
Mas deus deveria ter uma tendência francesa e finalizou seu almoço, na realidade, com um queijo. Um queijo divino, com pistaches.
E esse queijo, hoje em dia, é vendido em uma das barracas de queijo do Mercadão Municipal de São Paulo. Há variantes com damasco e com amêndoas, e o homem-de-bom-coração que vende essa iguaria me deu um pedaço do de pistache, que eu quase CHOREI ao comer, de tão incrível que é. É caro, óbvio, mas é divino.


ajoelha e come. é o segundo, do meio, ó, cheio de pistachinho.


Ainda nessa mesma barraca dos queijos de jesus, eu comi um parmesão uruguaio que, olha, só nossa senhora! Perfeição da latino-américa. Mas foi só.
A outra coisa degustada durante as andanças foi um doce de abóbora com côco ótimo, mas era mais legal ainda de olhar do que comer (ou comprar, porque essa porçãozinha mínima em cima desse pneu de doce custava uns dez reais).


tu é gostoso, mas nem te compro.


Daí, pra finalizar o dia de mercado, comi um pastel.


Olha, devo dizer. O povo adora indicar as comilanças no Mercado Municipal pra todo mundo que vem de fora, ou de dentro mesmo... As maiores divas do mercado são os sanduíches de duzentos quilos de mortadela (gorfamos), o bolinho de bacalhau (que é grande, mas longe de ser delícia dos deuses) e os pastéis. Os pastéis são caros, sabe, e não são nem tão grandes e, muito menos, tão deliciosos como todo mundo acha.
Parece um travesseirinho esse pastel, né? Ventinho, gente, não se enganem. Eram pastéis de mussarela, rúcula e tomate seco. Sete conto cada. Eu acho caro, sério. E não é maravilhoso - o que meu pai faz, com a massa que ele compra no pasteleiro é muito melhor. A massa era durinha, sabe, não tinha sabor de pastel firmeza. E você mordia um pedaço e vinha o recheio inteiro pra fora, com a rúcula em chamas queimando toda sua boca. E, pra finalizar a crítica gourmet, o tomate seco não tava gostoso.
Ou seja, devia ter jacado de vez - já que eu ia mesmo comer um pastel - e pedir de carne seca com catupiry, que um dia experimentei e achei ótimo.
Enfim.

Foi um passeio gostoso e bonito, porque tem coisas bem bonitas lá pra se ver, olhasóam:


a barraca de frutinhas secas e milionárias, e um pouco tremidas aqui, hihi

a barraca de frutas coloridas e lindas e de morangos a trinta reais


as frutas fofas que eu fotografei porque jurei que era cacau, mas se for mamão, malzaê


E algumas coisas interessantes, senão bizarras:

os tremoços do tamanho do brasil

e a ração humana, gente. tenho medo!